sábado, 28 de fevereiro de 2009

De um blog

http://lucasmayor.com/historias-de-chocar-ensaios-de-amor

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O novo tempo

Que venha...
lúcido e maduro.
Nada confuso entre amizade e disciplina.
Se vier velho, prefiro, do que inconseqüente.
Se vier cheio de moral, prefiro este a um tempo novo sem ética.
Tomara que venha amoroso, prá ser bem leve,
Mas se não vier assim, que venha justo, com arestas bem aparadas.

Da Lilih

29 de fevereiro

Nosso tempo passou

Escorreu entre palavras não ditas

Entre desejos não revelados

Expressões desgastadas

Desbotadas

Melancólicas

Velhas

Nosso tempo voltará

Maduro como frutas vividas

Sem moral e alicerces falsos

Para amar, simplesmente amar.

Posted by Lilih Curi

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

05 fevereiro 2009

Estava na estrada, com a mochila às costas, rumo a um destino não sabido, mas intuído. Buscava caronas. Mas nao poderia ser uma carona qualquer. Observava os veiculos que passavam e deixava que meus sentidos me indicassem quem me levaria, afinal, ao meu destino.
Foi quando Paulo e Rita surgiram. Seu Land Rover podia ser visto de longe, o verde se destacando no cinza do asfalto e no azul do horizonte. Do belo horizonte. Meus sentidos foram unanimes: embarque nessa. Chacoalhei o polegar intensamente e o Land Rover foi parando, suave, de portas abertas pra minha mochila e pra mim.
E aqui estamos nós. Nao se pode dizer que chegamos ao destino. (Será que a gente chega um dia?) O que sabemos é que tem sido muito bom viajar e lidar com os imprevistos. Nosso diário está repleto de anotações e planos para próximas viagens.

Bem, bem, bem. Traduzindo:
Embarquei no projeto "Histórias de chocar" porque já conhecia o trabalho do Paulo e da Rita e achei que seria muito bom podermos viajar juntos nesse projeto. A estréia e a temporada em São Paulo, longe de ser o objetivo final do processo, tem se mostrado, na verdade, um terreno de novas descobertas e enfrentamentos para todos os membros da equipe.
Creio que estamos numa busca não por um resultado apenas, mas pela descoberta de um modo de fazer teatro que escapa dos modelos tradicionais. E estamos pagando o preço por isso - inquietações que são a própria razão de continuarmos nesse ofício.
Posted by Adélia Nicolete

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Poros abertos

Acho que já falei aqui como ficamos em períodos de criação, apresentações. Parece que uma coisa ou outra que encontramos ou vemos, enfim, sempre encontramos relação com a obra em processo. Ontem à noite não foi diferente: primeiro pós-fim-de-semana de parto, fui ver um filme e acabei vendo outro. Por sorte, acho. "Bela Junie" é um filme antirromântico, como nossa peça. Neste filme francês, os personagens são mais jovens, mas nem por isso deixam de viver, de diferentes formas, o caminho do amor. Lá estão o jovem Werther, romântico e abarrotado de livros que o inspira a fugir da vida concreta; a jovem que se protege; o sedutor que pula de paixão em paixão... Ainda não sei o tamanho do grau real de parentesco com o espetáculo, mas sei que estes personagens não estão ilesos do quanto é chocante amar e encontrar o outro.
Pra saber mais do filme:
www.interney.net/blogs/filmesdochico/2008/11/25/a_bela_junie/
br.youtube.com/watch?v=npK4SMlC4Eo&hl=pt-BR
Posted by Paulo Azevedo

É... Juca!


A peça buscar colocar uma lente de aumento em situações que passam despercebidas no dia a dia e muitas vezes seriam mais chocantes do que as notícias das páginas policiais. Pois bem, o assunto nos pegou no meio do caminho para o ensaio. Um dos primeiros. Tínhamos apenas 10 dias de trabalho para resgatar o que havíamos construído e rever toda a nova estrutura. De repente, no meio desse estado de "cronômetro", um cachorrinho estava no meio da rua. Não era filho de Carlos Drummond de Andrade, mas lá estava ele acompanhado de seu irmão. Dava pra ouvir os prantos de quem nada pode fazer por alguém que está desfalecendo após um atropelamento. Eu, como sempre, não consigo nem reagir. Só de lembrar agora, meu estômago abaixa a temperatura. Não consigo mesmo fazer muito nessas horas. Só dar suporte técnico. Rita já parou o carro e desceu às pressas. Ainda estava vivo, quer dizer, viva. Por coincidência, havíamos parado antes pra comprar um lanche e vimos uma reportagem sobre as apresentações de "Dias Felizes" em BH. Pois foi nesse mesmo jornal, entre classificados e horóscopo, que ela foi levada ao veterinário. Chocante ver os olhos de seu irmão, travado nas quatro pernas, de pânico absoluto. Imagina o que esse coitado não viu e sentiu logo nos primeiros momentos de vida? Paraliso. É, não deu. Ela não resistiu. E ele sabia disso, não sei como. Bicho sabe. Corações murchos, voltamos para os ensaios. Dessa vez, acompanhados de... Juca. Sim, Rita adotou, não resistiu a este atropelado olhar de quem pede colo, abaixa as pernas de medo e faz xixi de tanta alegria de ter uma casa. O que isso tem a ver com a peça? Não sei, mas acho que entrou em algum lugar...
Obs.: Na foto, os primeiros instantes, ao lado de Manoel, o gato que dorme quando o ensaio está entediante ou sobe nos nossos colos quando já deu a hora de ir embora.
Posted by Paulo Azevedo

domingo, 25 de janeiro de 2009

O NOVO PARTO

Sim, novo parto. O terceiro nascimento transmitido ao vivo, com a presença do público. O primeiro em Ouro Preto (no primeiro teatro do Brasil); o segundo em BH; agora, em plena Avenida Paulista. Sim, mesmo com todo o "calor" da nossa "incubadora do amor" (como definiu Lucas Neves, da Folha), foi o mais firme deles. Começamos os trabalhos na Terça, repensando o desenho de luz com (Guilherme) Bonfanti e sua assistente Grissel (um novo presente para nossa equipe!), além da equipe do SESC Avenida Paulista. Dias em que a calma supera a espera por cada mudança, cada nova afinação ou proposta experimentada.
No dia seguinte, uma visita: Luis Alberto de Abreu e Adélia Nicolete. Como é estar sob o olhar treinado de cultura(s) e anos de vivência acumulados? Não saberia responder, mas o sentimento é de estar em um colo, que não poupa as críticas necessárias para que a criança cresça, sem abrir mão do afago. Ai... Um cuidado que motiva a encontrar e mergulhar nesta nova versão da peça.
Quinta-feira, um dia antes. Como dar conta de tudo que ainda precisa entrar nas veias? Onde estão só os atores, para saltar nas intensidades e nuances das cenas? Calma, eles ainda virão... Sei que virão! Adélia, co-autora e cirurgiã, retorna passando cena a cena, comentando, sugerindo, questionando. Bonfanti acompanha. O entendimento e a apropriação. Preparo de parto.
Sexta.... Dia 23 de janeiro. Saiu assim na imprensa:
guia.folha.com.br/teatro/ult10053u493650.shtml
www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=42&id=155028
jovempan.uol.com.br/jp/index.php?view=150864&categoria=88
www.guiadasemana.com.br/event.asp?ID=9&cd_event=47554
www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=10&Int_ID=69381
vejasaopaulo.abril.com.br/teatros/atracoes/at0098020.html?codEstabelecimento=d18465dd1930d010VgnVCM1000000b0417ac____&nomeCategoria=TEATROS&numeroLogradouro=119&cep=04532-010&nomeEstabelecimento=Sesc%20Avenida%20Paulista&codAtracao=5053082be230d010VgnVCM1000000b0417ac____&enderecoID=525ebc366bb72110VgnVCM1000000b0417ac____&servicoID=7266bc1e792aa110VgnVCM1000000b0417ac____
www.jornalspiner.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=106:historias-de-chocar-ensaios-de-amor&catid=25:arte&Itemid=27
http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1181&IdCanal=4&IdSubCanal=&IdNoticia=101556&IdTipoNoticia=1
www.artepluralweb.com.br/flash/artepluralinforma.swf

Não quis ler.
Ai... Terceiro sinal. Vamos embarcar! Contracenar com rostos que, por vezes, parecem estar num misto de nervosismo e torcida é um exercício. Sim, a platéia está ao alcance das mãos (pelo menos das minhas!). Um estado de cumplicidade à mínima distância ainda não experimentado por nós. Nasceu! Feliz por perceber o potencial anunciado e poder olhar o que ainda está fora do lugar ou pede um cuidado a mais.
Obrigado aos que foram e aos que ainda vão embarcar com a gente!

Posted by Paulo Azevedo

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Rochedo intransponível

Li esta coluna no Jornal Estado de Minas e lembrei de nossos personagens, de nós, de muita gente...

"As pessoas têm medo da solidão e fogem dela como o diabo da cruz. Poucas a apreciam, mais raras as que se julgam boa companhia para si mesmas"

Regina Teixeira da Costa - reginacosta@uaivip.com.br

A música é ridícula, um debochado vídeo do Youtube, e deixa uma frase boba martelando no ar: ado-ado-ado, cada um no seu quadrado! Dançando em um quadrado colorido no chão, o limite de cada um é intransponível. Acatar esse limite faria a vida melhor; no entanto, estamos sempre pulando a cerca e, por isso, damos tantas trombadas. Então, pra você não acordar com a sensação de que tomaram seu brinquedo, fique atento aos limites. As pessoas têm medo da solidão e fogem dela como o diabo da cruz. Poucas apreciam a solidão com prazer, mais raras ainda aquelas que se julgam boa companhia para si mesmas. Assim, na presença de outras, falam e trocam palavras desnecessárias para resolver o problema. As palavras formam laços entre pessoas e sabemos disso desde que aprendemos a pronunciar as primeiras. Portanto, pensamos que falar é sair da solidão. Uma criança no escuro pede à tia para dizer alguma coisa, a tia então lhe pergunta de que adianta falar se não pode vê-la. Ela responde: quando ouço sua voz é como se a luz acendesse. Esse relato do próprio Freud não inclui as palavras que ferem, e elas existem. Relacionar é difícil mesmo. Tem muita gente que se pudesse jogava a toalha e desistia. Felizmente, os insistentes continuam buscando a convivência, mesmo das mais atrapalhadas formas. E suportam suas próprias trapalhadas com maior leveza. Uma das coisas mais constrangedoras entre pessoas é que, em nome do amor, elas se chantageiam, se machucam, se privam da liberdade, se invadem. Em nome do amor se acham no direito de cobrar do outro compensações pelo que tiveram ou não tiveram. Cobram que o outro as compense por uma falha do passado, da família, da infância. Concessões poderiam recompensar um passado doloroso? Diga-me quem nunca teve no passado alguma dor. Quem não teve problemas na família. Para isso não há remédio e nada apaga. Nem o maior sacrifício de seu parceiro pode apagar uma rejeição, abandono ou trauma. Afinal, todos têm problemas. Depois de tudo o que percorremos para ser adultos, é preciso dizer não para dores passadas. Chorar pelo que papai e mamãe fizeram ou deixaram de fazer não muda a vida. É preciso encerrar capítulos, simbolicamente claro, para não cair em repetições, e encontrar o novo. Cobrar do companheiro ou companheira, dos amigos e até mesmo da família o que quer que seja pelo que passou causando dor e sofrimento é pedir sacrifícios. É usar o peso da própria história, tornando o outro culpado e permanecendo no lugar da vítima, acreditando que é possível aliviar, compartilhar ou compensar alguém pelo real, usando o passado para barganhar, condicionando o outro a ceder às suas vontades. De fato, é difícil admitir que há um rochedo chamado castração. E dele ninguém passa: é intransponível. Livrar-se dele é não suportar contrariedades, é controlar, vigiar, exigir do outro abnegação, porque deixá-lo livre é ameaçador. Age-se com astúcia cobrando uma solidariedade que não se tem. Quem se coloca como vítima acusa o outro por sua infelicidade, mas não sabe se responsabilizar por ela. Equívoco, tão fatal quanto freqüente, que traz prejuízos incalculáveis. Por isso casamentos e amizades desfeitos, e muitas outras perdas ocorrem! É possível manipular, mas isso tem prazo de validade; com o tempo, quem se abandona em favor do outro um dia acorda e a resposta é a hostilidade, a indiferença, o rancor e outro abandono. A repetição, recurso importante da neurose, é provocar o que mais se teme. Se fui abandonado, me ressinto, tenho medo, cobro caro e provoco uma situação insuportável que culmina noutro abandono. Trata-se de uma repetição da qual não se tem consciência. O ressentimento pela vida e pelos percalços a que ela te conduziu é de fato motivo pra tratamento. A vida não tem nada a ver com isso. É a própria pessoa que constrói seu calvário, perseguindo provar que é vítima do outro. Olegário, personagem rodriguiano, perdeu a vida fingindo-se paralítico impotente, espionando a esposa, buscando comprovar uma traição ao mesmo tempo temida e ansiada, para assim provar que todas as mulheres são umas prostitutas! Amir Klink, no livro Cem dias entre céu e mar, conta suas aventuras a bordo do IAT, barco a remo no qual atravessou o oceano Atlântico. Partiu da África, despediu-se dos muitos amigos que o cercavam e estava com medo, muito medo. Preferiu se calar sobre isso e se sentiu muito só. Descobriu então que a solidão independe da distância entre as pessoas, pois ali estava entre muitas. Algumas coisas não podem ser compartilhadas, são apenas suas e é aí que vale lembrar que devemos viver, apesar de juntos, cada um no seu quadrado.

Para começar a recomeçar

O ano mal começou e estamos há poucos dias de retornar à sala de ensaios. Um curto período para reencontrar Júlio e Irene e seus sonhos. Um sonho repaginado, refeito com o olhar mais “cirúrgico” de Adélia. Surgem novas questões. Como é a nova peça? Como desvencilhar, limpar o corpo do que ela era? Ou melhor, como aproveitar melhor “o corpo anterior” a favor deste? O que é apego às idéias ou de fato desejo de manter um elemento importante à cena? Difícil saber. Por enquanto, são só perguntas e uma vontade enorme de fazer. Retomar para crescer, fluir e ser leve!
Um 2009 calmo, em meio às crises anunciadas, para todos nós!

Nadando contra a maré

“Bem vindo à São Paulo!”. Seria uma frase formal, qualquer, senão fosse irônica. Logo em minha primeira incursão pelos centros comerciais da cidade fiquei ilhado, melhor dizendo, ficamos ilhados eu e o nosso consultor de arte, Renato Boelli Rebouças. E foi essa frase que escutei ao (tentar) sair de um brechó no Bom Retiro. A cena era de telejornal: uma rua inundada, com a água chegando até a borda das portas das lojas.
Todos pareciam estar acostumados à situação. Menos eu. Como é ficar em um lugar em que não se pode nem pensar em uma previsão de saída? Agora penso que Irene talvez sinta o mesmo em um “sonho sonhado” juntos, ela e Júlio, cada um ao seu modo.
Estávamos à procura de uma nova camisa para Júlio. E no caminho de volta conversamos sobre tudo . Um caminho desconfigurado por árvores caídas e um trânsito estático - ah, essa é nova em SP! Inclusive sobre como estamos impregnados da obra que criamos e como ela é feita de nossas partes. Hoje ouvi que Fellini dizia que toda arte é autobiográfica. Havia uma frase, que gostaria muito que entrasse nesta peça: “Tudo aqui é estritamente autobiográfico”. Aliás, seria a primeira. Assim, o espectador entraria em um espaço onde quem é o ator e quem é o personagem, a ficção da história e a realidade da história de vida do artista são um espaço sem limites definidos. Não importa. Mas tudo se modifica e a gente vai percebendo que a obra tem seu rumo, seu caminho e que a intuição ajuda, mas não demarca o caminho.
Hoje me lembro do dia em que fomos até o Teatro Municipal de Nova Lima. Éramos acompanhados por (Guilherme) Bonfanti, Bel (Stewart), Chico Magalhães e Edimar (Pinto) fazer um primeiro estudo de luz. Como era tudo ao mesmo tempo agora e Rita e eu éramos quase todos da equipe, de repente nos deparamos com o fato de estar com o texto em mãos, ainda por decorar. Como elaborar o desenho de luz de uma cena em que o ator ainda memoriza o roteiro? Imagino que certamente isso passou pela cabeça de Bonfanti, que mal acabava de nos conhecer! O caos do momento, o contra tempo de tudo deu espaço para acolher as propostas mais encaminhadas, fazendo com que nossa experiência nos guiasse rumo àquilo que queríamos.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

RECOMEÇO NO FINAL DA NOVELA




Costumo brincar com os amigos que 2008 me inspirou na criação de mais uma teoria: " A Teoria do Final da Novela". Assim mesmo. Ficou curioso? Aguarde meu primeiro livro! Vou publicar em 2009 e o título será "Teoria do Final da Novela - 2008 não acabou"! Pra adiantar a conversa, você provavelmente conheceu (ou viu de bem perto) alguém nas seguintes situações: viajar ou chegar de longe; mudar de casa, apartamento ou cidade; terminar uma relação ou começar um caso (2009 dirá se será aberto ou fechado, curto ou longo...); casou ou engravidou (final que é final tem sempre isso!); ou ainda gente que conseguiu algo que buscava há tempos, com muito esforço e trabalho. Pois é. Como no final das novelas. Dizem que foi culpa do ano 1. Outros dizem que é "limpar a terra, tirar tudo pra colher ano que vem". Mas o que isso tem a ver com a nossa peça? Muito! Mesmo! Hoje retomo este espaço porque é especial. Há poucos dias do final do ano, recebemos uma versão revisada, recauchutada, atualizada do roteiro, escrito em parceria por mim e a Rita com a Adélia Nicolete, dramaturga e pesquisadora de teatro (e grande parceira de outras empreitadas). Ela pediu "olhos virgens como se fosse a primeira leitura". Para atender, estou abrindo o coração e os olhos para rever a nova cara e ouvir o novo choro da nova/antiga cria : HISTÓRIAS DE CHOCAR (ensaios de amor). Sinto que ele vem forte, leve, muito leve, pra crescer bem em 2009. Recomeçamos com a estréia (mais uma!) no SESC Avenida Paulista no dia 23 de janeiro. Quem viu, veja de novo. É novo de novo. Quem não viu, será um prazer dividir este espaço com você.
Vou aproveitar este reencontro com o blog pra relembrar alguns "capítulos" da nossa novela.
  • As fotos acima são da nossa pré-estréia. O Teatro Municipal de Ouro Preto estava ainda mais lindo do que nessas fotos do Bruno Magalhães (por incrível que pareça)! Um público bastante eclético, incluindo pessoas que não tinham a menor referência do nosso trabalho (que privilégio contar com estes olhares!), nos recebeu de peito aberto. Do início ao fim. Uma surpresa! Chegamos a trocar olhares e até comentários aos ouvidos a cada reação surpreendente da platéia. Ao final, o alívio do parto. Ou pré-parto. O choro veio como desabafo. De uma grande gincana cumprida a custa de muito esforço e cumplicidade de parceiros.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Moët & Chandon

... Bel, nossa co-criadora não foi ontem – viajou em seu ‘congresso...’ - mas nos mandou um Chandon , maravilhoso...

O MESTRE

Sobre figurino e Francisco

Houve um momento de pensar o figurino com a ajuda de Francisco Magalhães. Foi pensado a partir do que já havia sido sugerido e depois, nas relações cromáticas.
Prá mim é muito maravilhoso começar a ensaiar com um figurino e depois de todos esses meses ver que não haveria mudanças ou seja, fomos a loja de tecidos, à costureira, mas foi inútil pois Irene já se apresentara ha meses com sua saia neutra, blusa magenta e lenço azul... o sapato sim, o sapato foi pintado – Rita desceu ao Atelier do Dojo e pintou aquele sapato velho – sensação maravilhosa a de pintar aquele sapato velho; pronto, vermelho.
Francisco disse ao Paulo, abra o guarda roupa de alguém que você acha que ‘se aproxima de Júlio” ; eu fiquei meio perplexa com a proposta, mas agora eu entendi. Os figurinos de personagens desenhados tão próximos do dia a dia, estão mesmo nos armários. Irene estava no meu armário, um tanto compartimentada, mas estava lá nas minhas máscaras e no fundo de minha vaidade feminina.Mas Francisco, o mestre, disse mais: ‘não vá procurá-los, os figurinos, em brechós, lá as roupas estão sem alma’ – estou começando a entender isso também.

O último dia da prineira temporada

SAMIRA

Samira foi ontem no último dia dessa primeira temporada e por email , dentre outras coisas muito bonitas, deixou um verso:
“A generosidade.Haverá arte sem ela? Quando a arte que morava em você é expulsa como um vômito que nada pode segurar, você se reparte e se oferece aos pedaços sem querer saber se o que faz ou o que mostra é bom ou mau - é você e nada mais - não há troco a ser conferido". Sonia Lins
E é isso, né? Aposto que vocês não estão conferindo nehum troco neste trabalho!

Beijos
Samira

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

quarta-feira, 30 de julho de 2008

"cor"..."coeur..."

"cor"..."coeur..."
reflexões arbritárias sobre o amor....

Posted by Francisco Magalhães

Sobre as indagações do Paulo

A realidade é tão real quanto um sonho, ou melhor, ela é, assim como um sonho, uma construção, só que no nível da consciência. Dessa forma a realidade poderá ser percebida de acordo com as faculdades cognitivas de cada um. Todos os sentidos, a cultura, o ambiente são fatores que modificam essa percepção. Como será a realidade para aqueles que rompem os níveis de consciência ou buscam outros níveis da “realidade” ? Como será a realidade das coisas visíveis para aqueles que desenvolvem mecanismos específicos para a percepção do mundo no escuro ou sob outras ordens dos sentidos (cegos, mudos, surdos e etc)?

Voltando um pouco àquele assunto da cor: os esquimós percebem as variações de brancos de maneira muito mais rica que uma pessoa dos trópicos uma vez que a paisagem branca é um campo para sobrevivência então, esses valores tonais ganham uma variação maior de maneira que o ambiente possa ser decodificado para se sobreviver nele. Os índios ou habitantes de uma selva percebem as variações tonais dos verdes de maneira mais ampla que um habitante urbano, afinal será observando a grande massa verde da mata e as variações dos variados tons de verdes é que ele poderá perceber os lugares no qual encontrará alimento, água e etc. Então, podemos supor que a percepção da realidade se apresenta como um campo para a sobrevivência e cada individuo desenvolverá através dos fatores já apontados (sentidos, cultura, ambiente),suas habilidades de perceber essa realidade de maneira específica.

Sobre o amor....AH!!!! O amor!

AMOR: o amor esta em si e em nós mesmos. Amar seria a capacidade de dividi-lo com alguém, portanto, também, um fator que poderá ser apreendido dentro das diversas realidades vividas (biológicos, família, ambiente, cultura).
A soma desses fatores torna a coisa um pouco mais complicada, pois, se aprendemos no âmbito familiar determinados padrões afetivos, esse aprendizado não necessariamente será coincidente com àqueles do individuo para o qual direcionaremos o nosso amor, então, aí, parece acontecer o momento mais difícil para, talvez, construirmos aquele momento mais importante para a experiência do amor: a doação e a entrega incondicional. O ideal romântico é algo construído pela cultura – sedimentado pela cultura ocidental. Entre relações humanas o fato afetivo será determinado pela nossa capacidade de troca: podemos começar pelo ideal: amo por que eu amo Diga em voz alta “Eu sou o amor”. Isso parece à perfeição mas nossos pesos nos levam a ficar um pouco mais “complexo”: eu amo por que ele me ama, eu amo por que ele me dá beleza e eu lhe dou sexo, eu amo por que ele me dá sexo e eu lhe dou dinheiro, eu amo por que ele me dá amor e eu lhe dou segurança, eu amo por que ele me dá dinheiro e eu lhe dou companhia, eu amo por que ele me dá segurança e eu lhe dou sexo, eu amo por que ele me dá sexo e eu lhe dou juventude e beleza, eu amo por que ele me dá sexo e dinheiro e eu lhe dou posição social, eu amo por que ele me dá segurança e eu lhe dou juventude e beleza, eu amo por que ele me dá beleza e eu lhe dou beleza, eu amo por que ele me dá sexo e eu lhe dou sexo...

Mais importante disso tudo é saber o que esta sendo trocado nas relações "de amor". parece que a maioria dos contratos afetivos (e os seus enganos) essas relações são pouco claras. Todo mundo já viu ou ouviu aquela história: "Eu lhe dei tudo e veja o que ele fez comigo”. Nesses casos parece que alguém estava mal informado sobre o que estava sendo trocado, dado, doado e estava longe de uma experiência dada por uma relação de amor, pois quando supomos que nos doamos por amor tudo poderíamos doar, poderíamos ainda nos perguntar: será que foi o suficiente ou, será que era isso que ele queria de mim...e por aí vai.

Nada disso deve ser considerado como uma realidade do amor. São apenas minhas parvas observações que nascem das minhas percepções bastante limítrofes nos casos do amor.

Abraço outra vez

Francisco

segunda-feira, 28 de julho de 2008

O SONHO DE GLAURA...

"Esqueci de contar pra vocês do sonho que tive alguns dias atrás. Estava numa estrada de terra e Paulo esperava Rita, de alguma forma que não lembro direito, no céu. Lembro que ria, estava muito feliz chamando por ela. Acho que estava num aviãozinho. Eu estava então andando nessa estradinha e sabia que Rita estava indo encontrá-lo, quando passa por mim num boeing e eu penso que o avião era grande demais pra decolar daquela estrada, que não teria a distância necessária. O fato é que ela vai. O avião decola meio de bico, que nem foguete e começa a soltar uma fumaça no ar, como se fosse explodir. Fiquei em pânico, ele ia cair. E caiu. E aí eu já estava tb dentro do avião. Caiu em cima de um abacateiro, sem nunguém se ferir. Descemos pelos galhos, rindo dos abacates que caiam depois. Acho que dá até pra analisar, né? : ) Rita, falei pro Paulo de como foi bonito ver o sonho de vocês se tornar real ontem. Vocês fizeram um trabalho lindo, comovente. Um beijo grande pra vocês. Glaura"

Postagem autorizada por Glaura Santos.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

NOSSO VÔO

ONTEM EM OURO PRETO OS AMIGOS, A FAMÍLIA E UM PÚBLICO MARAVILHOSO... 'O PRIMEIRO STRESS É NA HORA DO CHECK IN, SEMPRE ACHO QUE NÃO VOU CONSEGUIR EMBARCAR..." (IRENE)

GENTE, O CHECK IN, TÁ FEITO. OBRIGADA A TODOS.

RITA CLEMENTE

quinta-feira, 17 de julho de 2008

De trinta...



Hoje eu passei por aqui pra vê-los antes de pegar o bus ou meu carro pra Ouro Preto dia 22...
Sei de muitas coisas mas... ainda não os vi... E quero muito!!!
Mas lendo o que se passa por aí resolvi também falar um pouco do que está do lado de cá, pra quem sabe dividir, aliviar, atrapalhar, provocar, fazer rir...

Estou meio estranha hoje... Mulher tem dessas coisas...Uma pilha de coisas... uma vez por mês temos uma ótima desculpa pra sermos chatas, gordas, comer chocolate, chorar no chuveiro e/ou chorar com o amigo no telefone, querer ficar sozinha mas se possivel com alguém na cozinha pra poder chamar se ficar escuro e silencioso demais... E depois a coisa desce... Tudo fica mais leve...

E no meio disso uma vontade imensa de poder também ter tempo, tempos, horas, de poder parar na verdade. Ou ainda mandar que pare com isso e que te deixe quieta por um minuto.
- Vai pra cozinha você e me deixa aqui, que saco!

Tenho muitas vontades que ficam esperando um mundo acontecer. Eu não sei se sou eu ou elas é que demoram muito... casar, ter filhos, fazer o teatro, ganhar na loteria, ser feliz - banal e trivial mesmo! Fiz trinta anos a poucos dias... rs!
Hoje eu não tô boa... Hum... que novidade...
Mas até segunda isso melhora!
Bjus, Fafá...

rita

rita
ensaio

paulo

paulo
ensaio

ESTRÉIA

5 de agosto, às 20h, no Teatro Alterosa
Únicas apresentações: 12,19 e 26 de agosto, todas Terças-feiras do mês, sempre às 20 horas.
Info: 3237-6611

ensaio

ensaio
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